A Companhia das Lezírias teve em 2010 um resultado líquido de 510.355 euros, quase duplicando o valor de 2009 e quadruplicou os resultados correntes, que passaram de 175.000 para 733.000 euros.
No relatório e contas de 2010, a sociedade afirma esperar que o investimento realizado nas principais actividades operacionais e na modernização e maior eficiência da organização dará "os frutos esperados, logo que a conjuntura seja mais favorável".
De acordo com o documento, a cortiça continua a ter "um impacto decisivo" nos resultados correntes da sociedade, tendo a produção quase duplicado em 2010 (41.368 arrobas contra as perto de 25.000 de 2009), o que correspondeu a um encaixe de 755.000 euros (mais 46.000 a faturar em 2011).
Em 2010, a empresa, que ocupa mais de 18.000 hectares, a maioria inseridos na Reserva Natural do Estuário do Tejo e na Zona de Proteção Especial, investiu 673.000 euros, aquém dos 3,8 milhões de euros previstos.
Esta situação é atribuída a "dificuldades burocráticas" que obrigam a protelar para 2011 o investimento na segunda fase da modernização da adega e a reanalisar, por dificuldades de abastecimento de matéria prima, o projeto para transformação de biomassa em pellets e em energia elétrica, com apoios aprovados pelo Proder.
Para 2011, a CL orçamentou 3,2 milhões de euros de investimento, para projetos como o alargamento da área de produção direta de arroz em mais 300 hectares e reafirmação no mercado da carne produzida com a marca da empresa.
A CL espera ainda começar a capitalizar da certificação da produção florestal sustentável, nomeadamente no preço da cortiça, e tirar partido da nova região demarcada Tejo na reorganização da política produtiva e comercial da oferta de vinhos.
A Companhia das Lezírias é liderada desde há um ano por António de Sousa, doutorado em gestão e docente da Universidade de Évora, por nomeação do anterior ministro da Agricultura, António Serrano, para substituir Vítor Barros.
Nacionalizada em 1975, a CL foi transformada em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos em 1989, empregando um total de 97 funcionários, 77 deles efetivos.
fonte:Lusa/fim