Terça-feira, 31.05.11

Os jovens agricultores poderão voltar a pedir apoio ao investimento já a partir desta quarta-feira, depois de uma suspensão das candidaturas desde 11 de Fevereiro que esgotaram as verbas disponíveis.

A instalação de jovens agricultores, uma das medidas do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), estava suspensa há mais de três meses pela quantidade elevada de candidaturas registadas, o que levou a uma reprogramação financeira e outras mudanças.

Para o presidente da Associação de Jovens Agricultores de Portugal, Firmino Cordeiro, as mudanças introduzidas tornam o modelo mais justo, porque permite a instalação de candidatos que realmente vão investir na manutenção da agricultura.

Os pedidos poderão ser apresentados por todos os candidatos que completem 40 anos entre 11 de Fevereiro e 30 de Junho de 2011, com o prémio de instalação a corresponder a 40 por cento do valor do investimento com limite de 30 mil euros para produtores individuais e 40 mil para pessoas colectivas. 

Note-se que a medida do PRODER financiou até agora 1.700 projectos de três mil jovens agricultores, no valor de 220 milhões de euros. 

fonte:http://www.abola.pt/m

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Segunda-feira, 30.05.11

O veado está a tornar-se numa praga para os agricultores da zona da Lombada, no Parque Natural de Montesinho (PNM), que revelam uma aversão crescente pela espécie apontada como responsável por avultados prejuízos nas culturas.

«Estamos castigados», garantiu à Lusa um grupo da aldeia de Caravela (Bragança), enumerando os danos causados por estes animais selvagens que dizem ser em cada vez mais e mais próximo das povoações.

«Ainda hoje me chateei bem. Fui lavrar as oliveiras e já começaram a esfolar as mais pequenas», queixa-se Luciano Preto, referindo-se às marcas deixadas nos troncos com as hastes.

O irmão Adriano já nem quer falar em relação ao «pão» (cereal). «Há dias eram cinco ou seis deitados no campo», contou.

Há cada vez mais agricultores a contar experiências idênticas em diferentes culturas, mas garantem que qualquer automobilista que passe na estrada da Lombada pode ter a mesma experiência.

«Ás cinco e meia ou seis da manhã, se passar na estrada vê grupos», garantem.

Victor Romão também teve uma má experiência quando há dois anos viu a produção de centeio da família reduzida de 12 mil quilos para 1500 e o número de fardos de palha de 900 para 90.

«Foi o veado que comeu o cereal ao começar a rebentar», assegurou.

A família de Vítor participou o caso e recebeu uma «indemnização de 900 euros» que, segundo disse, «não deu para os prejuízos».

«Não demora muito ainda hão-de vir para casa», ironiza Luciano que, no mesmo tom, disse já se ter lembrado de lhes construir uma loja só para eles, «com cereal e uma porta automática para entrarem e saírem». «Ficavam mais baratos», brincou.

O veado é o que «dá mais prejuízo» segundo dizem, mas «há cada vez mais bicharada nesta zona», afirmam corroborados pelo vizinho da aldeia de São Julião, Eduardo Veigas que encontra uma explicação no abandono da agricultura e no despovoamento.

«Há mais animais selvagens porque há mais monte. Não há terra lavrada, só se vê monte», disse e os animais acabam por se aproximar mais das povoações à procura de alimento.

Os veados, garantem, começaram a aparecer mais «há dez anos a esta parte, antigamente ouvia-se falar deles mais para Rio de Onor, para o pé de Espanha».

Os povoamentos da espécie feitos do outro lado da fronteira podem ser a justificação para o aumento dos exemplares na raia portuguesa.

Para Maria da Graça Branco, de 74 anos, e Etelvina Reis, de 79 anos, que sempre viveram da terra, subsiste outra versão.

«Só foi desde o parque (a criação do PNM). Até disseram que tinham trazido uma parelha para cá», contam.

Etelvina diz que até «as carvalheiras lhe esfolam» e, em matéria de prejuízos garantem que só encontram paralelo no javali, de que toda a vida ouviram falar.

Um «bicho inteligente», segundo dizem, que destrói batatais, vinhas, campos de milho e só quando já têm fruto.

«Não as tombam enquanto não têm semente, só depois. Eles sabem quando estão bons para comer», dizem.

«Desbagam as uvas e dão cabo delas. A gente está todo o ano a trabalhar e na colheita já não tem nada», queixa-se Etelvina, continuando: «se caem num batatal, furam tudo, remexem para comer as baratas».

O javali faz o mesmo ao «pão» (cereal): «anda ao redor, junta as espigas e come-as. O milho tomba e depois come a espiga».

E nem as castanhas escapam quando os ouriços se desprendem das árvores e caem ao chão.

«Antigamente, na nossa juventude não ouvíamos falar do veado. Lobos e raposa era o que se andava sempre a ver. Eles fugiam, nunca fizeram mal», contaram.

fonte:Lusa/SOL

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Sábado, 28.05.11

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje uma aposta "forte, coerente e determinada" na agricultura, para reduzir o défice alimentar de Portugal e ajudar o país a sair "do atoleiro financeiro".

 

"É incompreensível como importamos certo tipo de produtos para a nossa alimentação que podíamos produzir cá. Com uma política agrícola forte, coerente e determinada, é possível ultrapassar essa situação. É esse o compromisso que fazemos", referiu.

Paulo Portas, que falava no Parque Nacional da Peneda-Gerês, no arranque da campanha para as eleições legislativas, lembrou que Portugal tem "um défice alimentar, todos os anos, de 3,2 mil milhões de euros".

fonte:http://tv1.rtp.pt/

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Sobre a Feira: A 48ª Feira Nacional de Agricultura e 58ª Feira do Ribatejo acontece de 04 a 12 de junho de 2011, em Santarém – PA. A feira tem significativa importância para o setor agrícola e agroindustrial brasileiro e em 2011 aproveita – se da temática do “Ano Internacional das Florestas” para buscar sensibilizar o público visitante para a impotância da preservação das florestas para o desenvolvimento sustentável. A programação da feira prevê exposições e concursos de pecuária, exposições de maquinaria e equipamentos agrícolas, produtos e serviços para a agricultura e setores afins, equipamentos e artigos comerciais, artesanato e gastronomia, palestras e seminários

Eventos Paralelos: 
Durante a feira haverá diversos eventos. Entre eles:

  • Programa de Atividades Equestres: Serão apresentadas provas equestres em diversas modalidades: Derby de Atrelagem, Prova Livre de Equitação Tradicional e Campeonato Nacional de Equitação do Trabalho. Acontecem ainda outras atividades como: 1º Concurso Nacional da Égua Afilhada da Raça Lusitana, 18º Concurso Nacional Oficial das Coudelarias Portuguesas, 1º Conscurso Nacional da Égua Afilhada das Raças Português de Desporto e Cruzado Português, Concurso Nacional Oficial de Modelo e Andamentos do Cavalo da Raça Sorraia, Concurso de Dressage Nacional – Taça FNA 11, Concurso de Apresentação do Cavalo de Sela, A Criança e o Cavalo, Demosntração de Hipoterapia, Prova de Condução deCabrestos, Apartação e Condução do Cabresto, Perícia e Corrida de Campinos
  • Prazer de Provar: Salão dedicado ao vinho, alimentação e azeite, com provas gastronômicas e concursos, como: Concurso Nacional de Vinhos 2011, Concurso Nacional de Azeites Virgem Extra e Packaging 2011, Concurso Nacional de Mel 2011, Concurso Nacional de Enchidos, Ensacados e Presuntos Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados 2011 e Concurso nacional de Queijos Tradicionais Portugueses com Nomes Qualificados 2011
  • Espaço do Ribatejo: Municípios da região
  • Fersant: Feira das Atividades Econômicas da região de Santarém
  • 1º Concurso de Fotografia Digital: Sob o tema “A Floresta para Todos”, visa promover o contato com a floresta, fomentar a preservação da sua biodiversidade, motivar e incntivar as pessoas a observar e analisar o meio florestal usando a fotografia como meio de expressão
  • Campos de Cultivo: Girassol, Milho, Soja, Luzerna e Sorgo
  • Concertos: Haverá concertos em todos os dias de feira. Entre os participantes estão: Rui Veloso, Camané, Deolinda, Pedro Abrunhosa, Xutos e Pontapés e David Antunes
  • Atividades Culturais: Sevilhanas, Danças de Salão, Bandas Filarmônicas, Grupos Tradicionais e Populares, Festas Temáticas, DJ Sessions, Grupos e Ranchos Folclóricos, Mostra Etnográfica, Festival de Folclore, Recriação de Mercados Tradicionais

Informações: Maiores informações e outros contatos com a organização do evento podem ser feitos através do e- mail: geral@cnema.pt ou pelo telefone: 243 300 300

fonte:http://agroevento.com/

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Está há 12 anos ao serviço da lavoura micaelense e desde logo refere: "o meu grande objectivo passa exclusivamente pela Associação Agrícola de São Miguel, se a lavoura micaelense assim o quiser", refere Jorge Rita.

Jorge Rita não gosta de alimentar tabus, vai recandidatar-se às eleições do próximo mês de Julho e afirma mesmo que enquanto tiver forças físicas, psicológicas, capacidade e vontade para estar à frente da lavoura micaelense, obviamente vai estar sempre na linha da frente na defesa dos interesses dos agricultores. Sabendo que esse é um trabalho complexo, há, ainda, muitos investimentos a fazer no sector, muitos dossiês e negociações que as pessoas têm que estar preparadas para tal.

Quando Jorge Rita entrou para a Associação Agrícola o maior problema tinha a ver com o rendimento dos agricultores e tudo o que afecta directa e indirectamente os seus rendimentos. Agora, embora esse não seja um tema a descurar, outras preocupações apoquentam o sector. Para 2015 a abolição das quotas promete muitas "dores de cabeça" aos agricultores, uma questão que já foi problema noutras perspectivas. "Nós pretendíamos mais quota para os Açores, o que se foi conseguindo aos poucos. Depois houve um ano em que de uma forma bastante acentuada a lavoura produziu, não acima da quota, mas chegou a ser penalizado e foi a Associação Agrícola de São Miguel que inverteu essa situação em Bruxelas quando as multas já eram consideradas um facto consumado", lembra Jorge Rita.

As reformas da Política Agrícola Comum, PAC, tinham, e têm, que debater as questões relacionadas com as quotas leiteiras, mas como se analisa por motivos diferentes.

 

Evolução da

agricultura

 

"Durante estes anos têm-se sentido uma evolução muito grande na agricultura, principalmente na área do leite. Este sector é o que tem tido maior evolução na agricultura, sabendo o peso que tem nos Açores e na economia, embora existam ilhas com propensão para a fileira da carne", explica Jorge Rita.

É o leite que gera mais discussão, mais polémica, isto porque, segundo Rita, "tem a ver com a maior parte dos agricultores, da população activa. Tem-se assistido a uma evolução muito acentuada em termos genéticos. Temos um enorme potencial de lavradores na Região e há uma apetência natural para a produção leiteira. Não só pelas condições climatéricas, mas principalmente pela grande apetência que os agricultores têm para este tipo de actividades", conta o Presidente da Associação Agrícola de São Miguel.

Mas nem tudo é um mar de rosas nesta área. "Pena é que [estas actividades] nem sempre são acompanhados pelos poderes políticos. Há algum acompanhamento, mas não o desejado. A própria opinião pública tem sempre alguma aversão à agricultura. Lamentamos que isso tenha acontecido, mas hoje também já percebemos que falar da agricultura está na moda e as pessoas já começam a perceber que a agricultura é essencial não só nos Açores como em todo o mundo", sublinha Jorge Rita.

A reestruturação do sector foi alvo de várias reivindicações constantes da Associação desde os resgates leiteiros que se têm feito na RAA e que permitiram a saída de pequenos agricultores com dificuldade, de pequenas dimensões e sem família, mas que saíram com dignidade.

A reestruturação tem sido feita também com a grande entrada de jovens agricultores e com reformas antecipadas paralelamente, porque antes não era assim. "Fazem-se muitas reformas antecipadas com entrada simultânea de jovens agricultores. Há uma grande apetência de jovens agricultores na Região em comparação com o continente o que é um bom sinal", confere Jorge Rita.

Política e

Agricultura

 

O Conselho Regional de Agricultura, realizado na passada semana em Santana, serviu para reunir vários intervenientes da agricultura regional, mas também o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César. "É bom que o Presidente do Governo Regional reconheça que este é o sector mais importante e que todo o investimento feito na agricultura tem sempre retorno em termos económicos e em termos sociais", diz Jorge Rita.

A diversidade deste sector também foi abordada pelo interlocutor. Segundo Jorge Rita, "todos nós temos a consciência que o leite é o mais importante, mas que a carne tem uma grande importância em algumas ilhas e é complementar ao leite noutros casos de forma mais acentuada. E na área da diversificação agrícola todos nós temos a consciência de que é importante que se comece a encurtar de forma a reduzir de forma substancial as importações".

 

Todos têm de

consumir os

produtos da Região

 

De acordo com Jorge Rita falar e estabelecer algum consentimento não basta para o desenvolvimento de um sector fulcral como a agricultura. "É importante que as pessoas consumam os nossos produtos, é importante que a comercialização e grandes superfícies dêem prioridade aos nossos produtos o que nem sempre acontece", afirmou Jorge Rita.

O responsável pela lavoura micaelense referiu mesmo que "é essa a mensagem que temos que dar a todos. Consumir e privilegiar aquilo que é nosso. Não podemos limitar as importações num mundo globalizado como é este hoje, mas podemos sensibilizar sim as pessoas para que consumam aquilo que é nosso estando, desta forma, a gerar riqueza de uma forma transversal a todos os sectores de actividade e a toda a população em geral", disse.

 

Carne: Relações União Europeia

versus Mercosul

 

"A concorrência dos países da América Latina e não só em relação à carne como a outros produtos é uma concorrência totalmente desleal". Foi com esta afirmação pronta que Jorge Rita respondeu a uma questão muito debatida nos últimos dias. De acordo com este responsável no sector, caso se venha a concretizar a liberalização e comercialização da carne proveniente da América Latina esse poderá ser um momento fatal para o sector nos Açores e Europa.

"Toda a gente percebe que na América Latina as produções de carne são feitas com mão-de-obra escrava, a rastreabilidade não existe ou se existe é muito pouca. As condições higiene-sanitárias não existem como nós temos na União Europeia. As obrigatoriedades também não são como na UE. São animais quase todos eles alimentados com produtos geneticamente modificados, essa proibição depois existe na Europa. Na Europa não existe mão-de-obra escrava nem queremos ter", explica Jorge Rita, que acrescenta ainda que "a carne poderá ficar condenada. Depois acabamos por não ter dimensão de mercado. Enquanto houver alguma falta de carne consegue-se vender, mas no dia em que haja algum excesso obviamente que a carne poderá ter os seus dias contados se não houver inversão de alguma destas situações", sublinha.

 

Quotas leiteiras têm destino traçado

 

2015 é um ano crucial para a fileira do leite. Com o cenário traçado de abolição das quotas resta agora encontrar soluções e procurar entender como vai viver a estrutura que lida diariamente nesta área.

Para Jorge Rita, a Região tem de estar caso ainda seja possível negociar algo na linha da frente das negociações, isto porque tal como defendeu sempre, é apologista desta regulação do mercado.

Mas um eventual cenário de continuidade das quotas leiteiras parece estar já arredado. Jorge Rita é claro no que diz respeito a soluções a apresentar. "Nós temos que apostar cada vez mais na qualidade dos nossos produtos, ou seja, na área da produção essa exigência na qualidade é cada vez maior, até porque o preço do leite pago ao produtor em cada litro é pago baseado na sua qualidade. As exigências da qualidade são cada vez maiores como toda a gente percebe. As indústrias têm que transformar essa qualidade em valor acrescentado e o Governo Regional tem que investir cada vez mais em caminhos, mais água, mais luz, modernização das explorações e portanto não podem faltar verbas para este tipo de situações", afirma um dos mais importantes responsáveis da lavoura nos Açores.

"Os nossos produtos têm que ser valorizados e têm que ser nivelados por um preço por cima e não por baixo o que infelizmente nos nossos mercados os produtos dos Açores são muito procurados, são todos vendidos principalmente na área do leite e o que acontece normalmente é que são depreciados e delapidados precisamente no seu preço". Jorge Rita prossegue e diz mesmo que "esta situação tem que ser invertida, é preciso encontrar formas comerciais. Já foram criadas infra-estruturas a nível nacional pela Região para que essa situação possa vir a melhorar. Têm dado alguns passos bastante positivos mas há ainda um caminho longo a percorrer porque se esses pressupostos foram salvaguardados (se se produzir com qualidade, melhorar as nossas condições infra-estruturais cada vez com grande urgência, houver mais investimento no sector a todos os níveis e com uma indústria a valorizar os nossos produtos pagando melhor à produção e vendendo melhor e tendo mais receitas), obviamente a abolição das quotas pode até não ter o impacto tão negativo como todos nós pensamos", considera Jorge Rita.

"Aqui na RAA não vamos produzir em quantidades, que são limitativas até pela área que nós temos disponível para alimentar os nossos animais", concluiu Jorge Rita.

 

SINAGA e

concorrência desleal dos terrenos

 

O Presidente da Associação Agrícola e Federação Agrícola dos Açores reafirmou que sempre foi e deu esse parecer a Bruxelas da aquisição pública da SINAGA por parte do executivo açoriano. No entanto, para Jorge Rita, a forma como foram abordadas as situações de aluguer de terrenos perante alguns rendeiros, senhorios de uma forma especulativa trouxe algum mal-estar ao sector.

Segundo Jorge Rita o facto de se produzir na beterraba não vai compensar um eventual afastamento da fileira do leite com a abolição das quotas. Para o dirigente associativo é bom que haja diversificação como acontece com a produção de beterraba, ananás ou banana, mas essas não serão vias que podem vir a substituir a forte produção de leite na Região.

"O que nos interessa é que a SINAGA possa crescer e que a beterraba também cresça de uma forma sustentada porque pode ser também uma alternativa à produção de leite aqui na Região mais concretamente em São Miguel", referiu.

 

Trabalho em prol do sector

Jorge Alberto Rita, natural da freguesia da Maia, aos 51 anos de idade afirma que quer continuar a lutar em prol do sector. "O nosso trabalho, das associações agrícolas, é o de uma instituição, organização de reivindicação". "Obviamente aqui o objectivo da Associação Agrícola de São Miguel, que é aquela que tem maior dimensão, é ajudar a influenciar perante o poder político e não só quer a nível regional, quer a nível nacional e até mesmo em Bruxelas, onde possamos exercer um magistério de influência como parceiro social responsável como temos demonstrado durante todos estes anos", reitera Jorge Rita.

Fazer com que os políticos e demais intervenientes percebam a importância da agricultura na sociedade em geral nem sempre é muito fácil segundo Jorge Rita. "Hoje falar da agricultura está na moda e até os políticos já gostam de falar neste tema. Se calhar até muitos não percebem o que estão a dizer, mas de qualquer forma as pessoas já falam nisso".

"Somos uma Região Ultraperiférica, portanto o papel da associação é também fiscalizador do que as instituições fazem. O nosso relacionamento é também esse, mas também tentar influenciar o poder político sobre o papel que este sector tem, fazendo ver a importância do sector mais importante da RAA", concluiu Jorge Rita.

Para este homem que pondera as questões de trabalho como questões de princípio e formação pessoal, "de uma forma ou outra, a Associação Agrícola de São Miguel, que representa o maior sector de actividade, tem tido um papel preponderante nas políticas regionais em matérias da agricultura", afirma Jorge Rita em declarações ao "Diário dos Açores".

fonte:http://diariodosacores.pt/

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A senadora Kátia Abreu apresentou sugestões para agilizar a certificação



A lentidão na análise dos processos de georrefenciamento de propriedades rurais pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) dificulta o ordenamento fundiário e a transferência de titularidade dos imóveis, prejudicando o produtor rural. O alerta é da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, que discutiu o tema e a regularização fundiária na Amazônia Legal, em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. Na reunião, a senadora Kátia Abreu apresentou sugestões para agilizar a certificação, processo que demora até dois anos para ser concluído.

A presidente da CNA explicou ao ministro que os esforços governamentais não são suficientes para atender à demanda por georreferenciamento. De cada cem processos protocolados junto ao Incra, apenas 1/3 foi concluído até agora. Há, no País, 26 mil propriedades com o certificado de georreferenciamento "No Estado do Tocantins, de um total de quatro mil processos protocolados, apenas 1.340 estão devidamente certificados", afirmou.

No Mato Grosso, foram certificados pouco mais de dois mil imóveis de um total de nove mil processos. Os produtores do Mato Grosso do Sul também têm dificuldade para conseguir o registro. Até agora, seis mil imóveis rurais do Estado foram certificados e há outros sete mil processos protocolados e pendentes de análise.

"A demora em conseguir o georreferenciamento está dificultando a obtenção de financiamentos rurais e as transferências de propriedades, bem como o cumprimento de outras obrigações legais, como as ambientais", afirmou a presidente da CNA. O georreferenciamento do Incra é uma exigência no caso de transferência de titulação de terras (compra, venda, doação, desmembramento ou sucessão), para propriedades com área superior a 500 hectares.

Durante a audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário, a senadora Kátia Abreu sugeriu duas alternativas para agilizar o processo de georreferenciamento de imóveis rurais: a contratação de profissionais por meio de termo de cooperação técnica com o Ministério do Exército e a efetivação de convênios entre as Superintendências Regionais do Incra, as Secretarias de Agricultura ou Instituto de Terras dos Estados e Sistema CNA (Confederação e Federações de Agricultura). O ministro Afonso Florence disse que avaliará as sugestões.

Outro tema abordado na reunião foi a regularização fundiária da Amazônia Legal, processo previsto na Lei 11.952, de 2009. "Após três anos, apenas 1% das terras disponíveis foi titulada pelo Programa Terra Legal", alertou a presidente da CNA. O ministro afirmou que foi preciso concluir o processo de licitação das empresas responsáveis pelo georrefereciamento antes de iniciar o processo de regularização, o que justificaria o fato de os resultados estarem abaixo do esperado. A expectativa do governo é de melhora do desempenho do programa ainda neste ano.

Acompanharam a senadora Kátia Abreu na audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, o presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários e vice-presidente executivo da CNA, Fábio de Salles Meirelles e o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), João Martins da Silva Júnior. As informações são da CNA

fonte:http://www.portaldbo.com.br/

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Uma carta assinada por 11 ex-ministros da Agricultura foi enviada à presidente Dilma Rousseff esta semana. No documento, os antigos titulares da pasta ressaltam a importância da aprovação do Código Florestal, esta semana, pela Câmara.

Mais do que expressar a opinião de uma corrente, o documento é emblemático porque mostra, mais uma vez, o embate de forças travado entre ambientalistas e ruralistas. Na semana passada, um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente esteve no Congresso e também em audiência com a presidente para defender seu ponto de vista em relação ao código.
 
"A votação do novo Código Florestal merece ser saudada como uma afirmação das nossas instituições da democracia representativa e como confirmação de nosso destino de grande potência agropecuária e ambiental", cita o documento.
 
O ex-ministro Reinhold Stephanes admite que a carta foi uma forma de mostrar essa união da classe produtiva, mas minimizou a disputa entre as partes. "Se for para fazer abaixo-assinado a favor e outro contra o código florestal, não tenho dúvidas de quem recolheria mais nomes, mas não é esse o caso", afirmou.
 
Para os ex-ministros, na proposta do novo Código Florestal estão confirmadas e ratificadas as "mais duras e amplas limitações de uso da terra", sem paralelo em qualquer grande país do mundo. Eles também defendem que o Congresso aprove, com urgência, uma lei ambiental "realista", a exemplo do que ocorreu na questão dos transgênicos. "E que (a lei) seja votada por aqueles que foram eleitos para legislar", acrescentaram.
fonte:http://veja.abril.com.br
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Entre os setores incluídos no Plano Agrícola e Pecuário, a cana-de-açúcar e a pecuária estão entre os que receberão maior atenção do governo na nova temporada  

 

 

 

Os recursos do Plano de safra 2011/12, que será anunciado pelo Ministério da agricultura até a primeira quinzena de junho, terão um crescimento de 7% em relação à atual temporada. Segundo o ministro da agricultura, Wagner Rossi, o setor rural terá R$ 107 bilhões para serem utilizados na próxima safra, entre julho de 2011 e junho de 2012, com algumas alterações em relação aos planos de anos anteriores. O volume de recursos será o maior já disponibilizado ao setor rural.

As declarações de Rossi foram dadas ontem na abertura do seminário "Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012".

Entre os setores incluídos no Plano Agrícola e Pecuário, a cana-de-açúcar e a pecuária estão entre os que receberão maior atenção do governo na nova temporada. Segundo Rossi, o segmento sucroalcooleiro contará com uma linha de financiamento para a renovação dos canaviais, com objetivo de elevar a produtividade das lavouras. Além disso, haverá recursos para retenção de matrizes pelos pecuaristas e para o financiamento de aquisição dessas fêmeas.

O governo também estuda a criação de mecanismos para atuar de forma mais consistente no mercado de laranja. "Estamos também estudando a criação de uma linha de financiamento para estocagem de suco de laranja. A ideia é combater a volatilidade dos preços da laranja e tentar garantir um preço mínimo para os produtores", disse Rossi. O governo trabalha para que os detalhes da linha para a critricultura sejam apresentados no plano safra.

O ministro disse que o governo tentará manter as atuais taxas de juros, mas ele não descartou a possibilidade de reajustes. Sem entrar em detalhes, o novo secretário de Política Agrícola do ministério, José Carlos Vaz, informou que haverá uma alteração na classificação que define a "classe média" rural. Segundo Vaz, os critérios de enquadramento serão ampliados, fazendo com que parte dos agricultores classificados na agricultura empresarial passem para a classe média, tendo acesso a taxas menores.

"O volume de recursos controlados aumentará mais do que os com taxa livre. Além disso, a classe média será ampliada, permitindo que agricultores classificados em outra categoria possam ter acesso a juros menores", disse Vaz. O novo secretário afirmou que as atuais mudanças fazem parte de uma nova metodologia de trabalho que a Secretaria de Política Agrícola (SPA) quer adotar nos próximos anos.

Uma das novas atribuições do novo secretário do ministério será planejar melhor as políticas de longo prazo. A SPA será responsável por monitorar as tendências de preços e também de clima olhando duas safras para frente, trabalhando junto com o setor privado ações de garantia de preços e renda ao setor no longo prazo.

O governo quer aproveitar o bom momento que o agronegócio brasileiro vive para se planejar para o período de "vacas magras", dentro do ciclo de altas e baixas da agricultura mundial. "Hoje somos intervencionistas. Para as próximas duas safras teremos bons volumes de produção e boas margens para os agricultores. Agora é a hora para nos prepararmos para uma eventual depressão futura da renda da agricultura brasileira nos próximos anos", disse Vaz.

 

 

 
Fonte: Valor Economico
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Quinta-feira, 26.05.11

A solução para a atual crise dos alimentos no globo e para a volatilidade dos preços passa pela supressão de barreiras e subsídios à exportação de alimentos e matérias-primas, e por investimentos para aumentar a produtividade, afirma um relatório da OCDE divulgado nesta terça-feira em Paris, durante uma cerimônia de comemoração dos 50 anos da entidade.

O relatório, intitulado "Volatilidade dos Preços nos Mercados de Alimentos e Produtos Agrícolas", foi elaborado por dez organizações internacionais do G-20 e coordenado pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo Ken Ash, diretor para Comércio e Agricultura da OCDE, como não é possível evitar outra "tempestade", como a que levou à alta dos preços dos alimentos e à consequente crise mundial, é preciso que se abra mais os mercados de alimentos e de matérias-primas agrícolas.

"Um fator chave para a solução a longo prazo é o maior investimento para aumentar a produtividade, a sustentabilidade e a resistência da agricultura, em particular nos países em desenvolvimento", disse.

A OCDE alertou que os fatores que têm contribuido para a escalada de preços dos alimentos - aumento da população, mais consumidores em países emergentes, produção de biocombustíveis, altos preços do petróleo, entre outros - vão persistir no futuro.

Também é necessário, diz o relatório, ampliar as oportunidades de empregos das pessoas que trabalham na agricultira de subsistência nos países em desenvolviment, que representam cerca da metade da população de países emergentes, diz a OCDE.

"Parte da pobreza dos agricultores é decorrente do fato de que há muitas pessoas trabalhando neste setor", disse o especialitsa Paul Collier, em uma coletiva de imprensa com Ash.

Para os países pobres importadores de alimentos, os altos preços podem acarretar mais inflação e aumento dos déficits nas balanças comerciais e também piorar a situação das populações.

"Os que mais sofrem são os 925 milhões de pobres, em sua maioria urbanos, que não têm dinheiro para alimentar adequadamente suas famílias", disse Collier.

Para ele, é necessário também criar programas de assistência para estas famílias, facilitar a ajuda financeira e melhorar a capacidade para importações de alimentos pelos países em desenvolvimento, assim como criar instrumentos para avaliar os riscos de mercado.

fonte:http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ibztTwT5ltk3RhJPqxGMbGjHkueQ?docId=CNG.0feeabe6bd6efff27af161c74635a083.761

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O multimilionário Bill Gates não teve papas na língua: "a situação é preocupante. Os preços dos produtos aumentam e com eles a escassez alimentar. Tudo ocorre num contexto em que três quartos dos habitantes dos países pobres vivem da agricultura", afirmou ontem o fundador da Microsoft numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

Por causa disso, pediu ontem aos países mais ricos do mundo que ajudem os agricultores mais pobres. As palavras de Gates vêm na sequência de um discurso que fez no dia anterior no Conselho de Chicago sobre Assuntos Globais, onde sublinhou a necessidade de um maior investimento dos governos dos países mais ricos na agricultura do Sul da Ásia e na criação de programas que apoiem o continente africano. Esta recomendação visa triplicar a produtividade nos países dessas zonas e reduzir assim a fome no mundo. 

Foi a primeira vez que o fundador da Microsoft, de 55 anos, discursou sobre o tema perante altos membros da administração de Barack Obama. "Poderá parecer muito - mas, tendo em conta a necessidade, não é", disse à audiência presente no simpósio em Chicago, que incluía figuras como o secretário norte-americano da Agricultura, Tom Vilsack, e o director da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Rajiv Shah. 

"A escala da oportunidade significa que ninguém consegue fazê--lo sozinho - [a situação] exige a total participação dos países doadores e dos governos nacionais", acrescentou. Até agora só o Canadá tem mostrado uma atitude de liderança neste domínio. Além de se terem associado ao lançamento do Global Agricultural and Food Security Program - uma iniciativa de 925 milhões de dólares financiada também pela Fundação Bill & Melinda Gates e que conta com a participação dos EUA, de Espanha, da Coreia do Sul, da Irlanda e da Austrália -, as autoridades de Otava definiram a segurança alimentar global como prioridade da Canadian International Development Agency, que ajuda os países mais pobres.

Gates mencionou o Canadá no discurso, usando-o como exemplo. A 30 de Abril de 2011, apenas 45% do dinheiro prometido tinha sido recebido pelo Global Agricultural and Food Security Program, que distribuirá no próximo mês bolsas para países pobres que apresentem propostas de agricultura sustentável. Os EUA são os mais atrasados na transferência das verbas, tendo apenas disponibilizado 66,6 milhões dos 475 com que se comprometeram. Os 230 milhões de dólares prometidos pelos canadianos já foram entregues.

"A produtividade africana na agricultura é tão baixa que basta um investimento marginal para melhorar a produtividade, o que poderá conduzir a mudanças enormes nos níveis de produção", sublinhou Gates. "Existem boas indicações de que a agricultura africana poderá tornar-se líder no futuro em termos de crescimento e em termos de potencial", justificou.

Nos últimos cinco anos, a fundação criada por Bill e pela mulher com grande parte da sua fortuna pessoal, com participação do investidor e filantropo Warren Buffett, gastou 1,7 mil milhões de dólares a ajudar pequenos agricultores em países pobres. "A crise financeira não deve tornar-se uma crise de coragem - e não deve levar a cortes em programas que oferecem um retorno enorme", concluiu.
fonte:http://www.ionline.pt/
publicado por adm às 16:49 | link do post | comentar | favorito
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