Quarta-feira, 27.07.11

A ministra da Agricultura apelou hoje aos agricultores para colaborarem na elaboração do parcelário do país, processo que quer ver concluído antes do final do ano, sob pena de Portugal voltar a ser penalizado por Bruxelas.

Assunção Cristas visitou hoje terrenos da Casa Agrícola de Porto Seixo, em Samora Correia (Benavente), cujas parcelas estão a ser alvo de um controlo determinado pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), no âmbito do processo de verificação do cumprimento das medidas impostas aos agricultores para receberem ajudas comunitárias.

Segundo a ministra, a conclusão do parcelário (definição das parcelas, por culturas, alvo de apoios comunitários) é neste momento "uma prioridade absoluta", a concluir até final do ano.

Assunção Cristas referiu que a identificação correta de 1,6 milhões de parcelas é um “trabalho intenso” que está a ser desenvolvido pelas associações de agricultores e pelas direções regionais de agricultura, “fundamental para Portugal não continuar a pagar multas por ter um parcelário com erros”.

 

ministra referiu a multa de 40 milhões de euros aplicada em 2010 a Portugal e a notificação para pagamento de mais 120 milhões de euros, que está a tentar baixar, receando que, se o processo de identificação correta das parcelas não estiver concluído até final do ano, possam existir outras penalizações.

 

Para Assunção Cristas, este é um “desígnio” do país, já que considera inconcebível que Portugal tenha que devolver dinheiros que são um direito dos agricultores.

 

“Se o trabalho não for bem feito, temos que devolver verbas”, disse, considerando “lamentável” que isso tenha acontecido no passado.

 

Frisando que todos os técnicos estão mobilizados para concluir o processo, Assunção Cristas apelou aos agricultores para aparecerem quando receberem cartas de chamada para se tirarem dúvidas.

 

Assegurando que as medidas de austeridade vão incidir fundamentalmente no “emagrecimento” doMinistério, a ministra garantiu que não irão afetar os apoios aos agricultores, que provêm fundamentalmente de Bruxelas.

 

“Estamos a trabalhar, com todo o Governo, para garantir a comparticipação nacional das ajudas”, de forma a usar os recursos “com toda a plenitude”, afirmou.

 

Para a ministra, a agricultura será “parte na superação da crise” e dará um contributo para o “desígnio do crescimento económico” do país, sendo, por isso, necessário que todos os recursos sejam “bem aplicados” e não haja devoluções a Bruxelas.

 

Numa sessão de apresentação do Sistema de Identificação de Parcelas, os técnicos do IFAP garantiram que, até 31 de dezembro, conseguirão verificar todas as parcelas de todos os agricultores que se candidataram às ajudas em 2011, de forma a não comprometer o pagamento.

fonte:http://www.ionline.pt/

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A nova ministra da Agricultura admitiu esta quarta-feira, 27, na Assembleia da República, a possibilidade de não concluir o investimento no projecto do Alqueva até ao final do ano de 2013.
   "Precisamos de 300 milhões de euros para concluir o investimento do Alqueva no prazo que está combinado, que é o fim de 2013. Estamos a avaliar e a ver as condições em que é possível mantê-lo e seria imprudente se dissesse que vamos manter tudo, porque de facto é muito dinheiro e o país tem muitíssimas dificuldades em muitas áreas", disse Assunção Cristas em audição na Comissão de Agricultura e Mar.
   Lembrando que ao abrigo do acordo com a "troika", Portugal tem "objectivo muito estritos para cumprir este ano e nos próximos anos", a ministra sublinhou que Alqueva "é uma preocupação" e "um aspecto central" para o Governo PSD-CDS, que irá "acarinhar" o projecto, para depois reiterar: "Não posso dizer hoje, com toda a franqueza e honestidade, se vamos conseguir manter o calendário de investimentos ou não".
   
   Recorde-se que na sua passagem pela edição de 2011 da Ovibeja, em Maio, o então primeiro-ministro, o socialista José Sócrates, garantiu que o pedido de ajuda externa feito por Portugal ao FMI, ao Banco Central Europeu e à União Europeia não comprometia nem punha em causa os calendários assumidos pelo Governo relativamente a Alqueva.

fonte:http://correioalentejo.com/

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Sexta-feira, 22.07.11

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lança um apelo forte para que seja lançado um plano de emergência nacional para salvar os agricultores da ruína. A CNA, que atravessa também grandes dificuldades financeiras, exige ao Governo o desbloqueio de 50 milhões de euros do PRODER, que estão em dívida aos agricultores.

«Estão com sérias dificuldades em cumprir os seus compromissos com os seus colaboradores e com os seus trabalhadores, justamente porque da parte do Estado não é pago o que devem», lamenta João Dinis, da CNA. 

A associação exige também o reforço de 50 milhões de euros das verbas nacionais destinadas ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER). «Tem de haver já 50 milhões de euros para injectar no PRODER para relançar o investimento e recuperar o atraso do PRODER, para evitar mais desperdícios de verbas comunitárias, para o Governo pagar aos agricultores e à lavoura, aquilo que nos deve», diz o responsável.

A CNA reclama também do Estado um programa de combate às pragas da floresta, da vinha e do olival.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/s

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Domingo, 17.07.11

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural admitiu o objetivo de fazer com o "mundo rural" volte a gerar emprego, apontando as florestas como um potencial onde o país deve apostar para exportar.

"Tem que ser [voltar a criar emprego]. O país está a atravessar uma crise bastante profunda, sabemos da dificuldade em gerar mais emprego, mas temos de fazer um esforço para aproveitar o que temos", afirmou à Lusa Daniel Campelo.

Em funções há cerca de duas semanas, o governante apontou o setor florestal como um dos potenciais do "mundo rural" a explorar, tendo em conta que atualmente apenas 11 por cento da produção anual segue para exportação.

fonte:http://www.dn.pt/

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O responsável pela Pasta dos Recursos Naturais vai pedir à Ministra da Agricultura para que, junto da UE, exija mais verbas para os produtores de banana da Madeira e para os demais, para que possam fazer face às novas dificuldades criadas.

 

O secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais quer ver “majorada” a ajuda da União Europeia em relação aos produtores de banana da Madeira, para fazer face às dificuldades criadas por novas regras de entrada deste produto nos países terceiros.
Manuel António Correia vai reunir, dentro em breve, com a Ministra da Agricultura, para lhe dar conta da premência do dossier banana, de maneira a que Assunção Cristas possa levar esta questão ao próximo Conselho de Ministros e, perante a Comissão Europeia, faça as diligências na defesa dos produtores.
O governante enviou, esta semana, uma carta à Ministra onde apontou os principais aspectos dos dossiers da banana, que estão pendentes na UE, atendendo a que é um “sector de negociação permanente”. 
Nesta carta, pediu o “empenho de Assunção Cristas, com os outros países produtores, Espanha e França, na defesa da produção europeia e, em particular, na defesa da produção da Madeira”.
O secretário dos Recursos Naturais que presidiu, ontem, à abertura da XI Mostra da Banana, no concelho da Ponta do Sol vai pedir à Ministra o “máximo de empenho” para “exigir à UE um aumento do envelope financeiro para as ajudas aos produtores que, no caso da Madeira, é de cerca de 900 mil euros por ano” sendo que “no envelope actual, atribui ao sector cerca de oito milhões de euros”.
De acordo com Manuel António, “a Madeira quer ver majorada essa ajuda porque só dessa forma é que se contrabalança o facto da UE ter aumentado as entradas ou permitido o aumento das entradas de países terceiros”.
O governante adiantou, também, que na próxima semana, em Bruxelas, alguns produtores europeus e madeirenses vão reunir com o Chefe de Gabinete do Presidente da Comissão Europeia para discutir o dossier da banana. 


“Há condições para produzir mais banana na Madeira”
Manuel António Correia deixou, ontem, um apelo a “todos os agricultores que tenham condições para produzir banana, para que o façam porque existem boas condições para o crescimento e durante parte do ano, temos uma procura superior à oferta”.
O secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, que presidiu à abertura da Mostra da Banana na Madalena do Mar reiterou que “devemos alinhar o que produzimos com a procura que existe e não ao contrário” e “a banana é, claramente, um dos sectores vitais para o sector primário, para a economia da Madeira em geral”.
Actualmente, 2.800 produtores dedicam-se a esta actividade. Este sector é responsável pela entrada de cerca de 20 milhões de euros na Madeira, 12 milhões dos quais a título de negócio e cerca de oito milhões a título de ajuda da UE. 

fonte:http://www.jornaldamadeira.pt/

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Sábado, 09.07.11

Sem euros portugueses para comparticipar o investimento europeu na agricultura nacional. Foi isso que a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, reconheceu hoje numa visita conjunta com o Presidente da República a duas herdades no distrito de Beja.

 

Durante uma visita ao maior produtor nacional de uvas de mesa, a Herdade Vale da Rosa, situada no concelho de Ferreira do Alentejo, a ministra do CDS admitiu a existência de “dificuldades” em assegurar a comparticipação nacional do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). “A verdade é que, neste momento, estamos confrontados com a falta da comparticipação nacional no Proder”, afirmou antes de prometer “fazer todos os esforços” para conseguir “por o dinheiro da comparticipação nacional para poder alavancar os projetos” candidatados, “muitos” em condições de aprovação e outros já aprovados.

Depois da admissão das dificuldades, Cristas garantiu que o Governo “está a trabalhar” para que o próximo programa “tenha um desenho completamente diferente, muito mais simples, muito mais acessível, muito mais desburocratizado e muito mais próximo e amigo do agricultor”.

Cavaco Silva preferiu apelar à ”mobilização nacional a favor de mais produção” agrícola, que contribua “significativamente” para reduzir a dependência externa do país em matéria de agricultura.

Da actualidade, apenas uma fugidia referência às agências de rating. Depois de ter ouvido Rita Alcazar, dirigente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), elogiar as suas “mãos de biólogo” quando segurava num peneireiro-das-torres foi desafiado pelos jornalistas, que lhe perguntaram se a ave de rapina não lhe fazia lembrar as agências de rating: “ Um pouco”, anuiu o Presidente da República, que considerou as agências de notação norte-americanas como “uma ameaça à estabilidade da economia europeia”.

Palavras proferidas em Vale Gonçalinho, uma herdade propriedade da organização ambientalista LPN com cerca de 1.800 hectares de superfície.

Horas antes, na Herdade Vale da Rosa, em Ferreira do Alentejo, Cavaco Silva, deliciara-se com as uvas sem grainha que Silvestre Ferreira, produz em cerca de 100 hectares a par de outros 130 de uva de mesa com grainha. Foi aí que o Presidente da República a reforçou o seu apelo ao consumo produtos nacionais, depois do empresário ter descrito a dimensão do seu trabalho. Em 2010 produzira 4.500 toneladas de uva, e destas 1000 sem grainha. Emprego para mais de 500 pessoas no momento da colheita e a cerca de 300 em permanência, exportando para Angola, Noruega, Polónia. Luxemburgo, Inglaterra e França. 

Uma produção que rendera 6,5 milhões de euros no ano passo e que em 2011 o proprietário estima que chegue 7,2 milhões de euros. Cerca de 80 por cento da mão-de-obra é portuguesa, e vive num raio de 100 quilómetros. A empresa vai buscá-la de autocarro até Vila Verde de Ficalho. 

Exemplo para Cavaco Silva lembrar a contradição de Portugal transportar centenas de milhar de toneladas de fruta, quando existe Alqueva e uma extensa área onde podem ser produzidas os mais variados tipos de fruta. 

fonte:http://www.publico.pt/

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Sexta-feira, 08.07.11
Cavaco Silva fez um apelo à produção e consumo de produtos agrícolas nacionais, durante uma visita à Herdade de Vale da Rosa, no Alentejo. “Precisamos de uma mobilização nacional a favor de mais produção agrícola”, disse o Presidente da República numa visita onde participou também a ministra da Agricultura, Assunção Cristas.

 

"Nas lojas e supermercados devemos preferir os produtos nacionais", apelou Cavaco que sublinhou também que “Portugal importa centenas de milhares de toneladas de produtos". Com este apelo à nobilização, o Presidente da República mostrou-se ainda confiança na redução da dependência de produtos agrícolas.

Cavaco Silva falava aos jornalistas durante uma visita  ao maior produtor nacional de uva de mesa, a Herdade Vale da Rosa, no concelho  de Ferreira do Alentejo. 

Questionado sobre se o aumento da produção agrícola nacional poderá  ajudar as agências de rating a mudar de atitude em relação a Portugal, Cavaco  Silva disse não querer "misturar" esse assunto com "as questões agrícolas".

"Terei oportunidade ainda hoje de vos falar dessa questão, que é uma  questão da maior importância para a Europa, não é apenas uma questão portuguesa.  Mas não quero misturar com as questões agrícolas, que são também de uma  grande importância neste momento", frisou. 

Preferindo debruçar-se sobre o "projecto inovador" da Herdade Vale da  Rosa, Cavaco Silva apontou-o como exemplo das potencialidades do país para  aumentar a sua produção agrícola". 

"E, dessa forma, contribuir significativamente para a redução da nossa  dependência externa e para a redução dos problemas do nosso país", acrescentou.

Segundo o PR, "cada português pode dar a sua ajuda" para a tal mobilização  nacional que é necessária ao país, porque, "quando for à loja, quando for  ao supermercado, deve verificar se o produto é ou não é português e deve  preferir a produção nacional". 

"Num tempo de emergência como aquele que atravessamos, desta forma,  cada português pode ajudar a reduzir os nossos desequilíbrios externos",  sublinhou. 

Portugal, lembrou o Chefe de Estado, "importa centenas de milhares de  toneladas de fruta", mas possui "condições climatéricas para produzir muito  mais". 

"E eu espero que, no futuro, com a preferência dos consumidores nacionais,  os nossos agricultores possam produzir mais e colocar" essa produção nas  grandes superfícies e nas lojas e "reduzir a nossa dependência externa em  produtos agrícolas". 

fonte:http://sicnoticias.sapo.pt/

 

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Hortas Biológicas

Portugal sempre apresentou uma forte tradição agro-pecuária, com o sector primário a desempenhar um papel fulcral no Produto Interno Bruto Nacional. No entanto, a partir da década de 80, com a adesão à C.E.E. e adopção de medidas de contenção da produção propostas na Política Agrícola Comum a importância da agricultura na economia portuguesa regrediu, fenómeno este que já teria sido iniciado com a terciarização da economia lusa.

Na actualidade, a actividade agro-pecuária é uma mera sombra daquilo que já foi, contribuindo residualmente (ou mesmo negativamente) para o P.I.B. nos anos 2009 e 2010, chegando a atingir valores de -1,5 no quarto trimestre de 2010. De facto, o sector agrícola nacional é afectado por um conjunto de problemas estruturais graves, como a mão-de-obra envelhecida e pouco qualificada, a fragmentação da estrutura fundiária ou a fraca mecanização, que tornam a nossa agricultura, de forma geral, pouco rentável e pouco competitiva. Ora esta situação produz graves problemas sócio- económicos no país, agravando o défice comercial agro-alimentar e contribuindo para a desertificação demográfica e funcional do interior.

Apesar deste negro cenário, verifica-se um crescimento significativo de um subsector agrícola, com a agricultura biológica a crescer 9,8% (dados de 2008), embora esta represente apenas 1% do cabaz dos portugueses. A agricultura biológica, que recorre a técnicas produtivas mais sustentáveis é reconhecida por produzir bens agro-pecuários de maior qualidade que a agricultura intensiva de mercado e por ter um menor impacto ambiental, tendo vindo a crescer em toda a U.E., graças em parte a financiamento no âmbito da P.A.C.

Além dos projectos comunitários, têm vindo a ser desenvolvidos também, de forma paralela, projectos e iniciativas locais e regionais que procuram difundir e apoiar práticas agrícolas biológicas. Um exemplo disto é o projecto “Horta à Porta”, que resulta de um protocolo de colaboração entre a LIPOR e vários municípios da Grande Área Metropolitana do Porto, tais como o concelho do Porto, Maia, Matosinhos e Póvoa de Varzim. Neste projecto inovador, a LIPOR providencia formação aos participantes enquanto os municípios disponibilizam os terrenos (ou talhões) e fornecem a água necessária à prática agrícola. Tendo sido iniciado em 2004, as hortas biológicas ocupam já cerca de 35540m2, o equivalente a 3,6 hectares de terreno, o que prova a progressiva mas constante adesão a este projecto, que no ano de 2010 contava com 2322 inscrições e cerca de 1490 inscritos em lista de espera, prova de que os resultados projectados já foram amplamente ultrapassados.

Estas hortas biológicas, além de complementarem o orçamento familiar de vários agregados familiares, produzindo importantes benefícios sociais (principalmente em famílias mais frágeis do ponto de vista económico) servem também para promover as boas práticas agrícolas e para sensibilizar a população, de uma forma directa, para a importância dos recursos naturais e da biodiversidade, desempenhando um papel importante na educação ambiental da população, com a vantagem de implicar um contacto directo com a Natureza e um conhecimento prático do seu funcionamento.

fonte:http://pelanatureza.pt/

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Segunda-feira, 04.07.11

Empresa da zona do Oeste, que dá emprego a cerca de 800 pessoas, vai investir cerca de cinco milhões de euros nos próximos quatro anos para plantação de pomares

 

O verde-escuro das folhas da ameixoeira são um sinal de qualidade. José Paulo Duarte aponta para o pomar, com vista para a serra de Montejunto, e mostra as árvores carregadas de ameixas. O telemóvel não pára de tocar. Atende quase todas as chamadas, resolvendo problemas, dando indicações. O Grupo Paulo Duarte, fundado pelo seu pai em 1964 - o primeiro em Portugal a transportar vinho em cisterna - tem sete empresas de transportes, cerca de 800 trabalhadores, 550 viaturas, 550 reboques... e 72 hectares de pomares.

Aos camiões-cisterna juntam-se os tractores, as alfaias agrícolas, os armazéns de fruta. A aventura no sector agrícola começou há 15 anos com a compra da Abrunhoeste por 500 mil euros, em processo de insolvência. "Foi uma coisa que aconteceu naturalmente. Era uma cooperativa e teria falido se não tivesse sido comprada", conta José Paulo Duarte. A Abrunhoeste é uma organização de produtores e recebe os produtos de 23 agricultores da região. O ano passado facturou 4,2 milhões de euros e exportou 95 por cento da sua produção, que, no total, ronda as nove mil toneladas de fruta por ano. Gigantes como a britânica Tesco são clientes de peso, num negócio virado para fora de portas. A pêra-rocha, as maçãs, as nectarinas e as ameixas são vendidas para a Irlanda, Reino Unido, Brasil, França, Marrocos, Angola e, mais recentemente, alguns países da Escandinávia. 

Procura pede investimento

A procura é tanta que o empresário prepara-se para investir mais na produção. O objectivo é passar dos actuais 72 hectares de plantação própria para 250 hectares nos próximos quatro anos, num investimento que pode chegar aos cinco milhões de euros (o valor só inclui os custos de implementação dos pomares). "A intenção é servir os mercados internacionais", explica.

A apanha da ameixa está prestes a começar e, em breve, os armazéns da Abrunhoeste estarão cheios de fruta. A estratégia é ter onze meses do ano de intensa actividade, lavando, embalando e distribuindo a fruta que chega dos produtores. "Queremos ter apanha durante todo o ano, parando apenas em Junho para manutenção e limpeza", adianta. Nas alturas de menor fluxo, alugam-se as câmaras frigoríficas a importadores de fruta estrangeira, em contra-estação.

A plantação de pomares é gerida pela Sociedade Agrícola Quinta de Malpique, criada há cinco anos. Foi crescendo à medida que José Paulo Duarte comprava ou alugava terras para plantar as árvores de fruto. "O investimento é muito grande e tem que se esperar anos - cinco no caso da pêra-rocha - até o fruto crescer e haver retorno. O risco é enorme e, por isso, há que valorizar os agricultores", defende.

Sector não desprestigia

Outra dificuldade do sector é a escassez de mão-de-obra. O empresário lamenta que "na cabeça dos portugueses ainda seja desprestigiante trabalhar na agricultura". Cerca de 90 por cento dos trabalhadores são estrangeiros (a maioria tailandeses) e ganham em média 35 euros por dia.

A aquisição, o ano passado, de 50 por cento da Confraria da Horta complementou a cadeia de produção: para além de plantar, colher, embalar e distribuir para os mercados internacionais, o Grupo Paulo Duarte passou a comercializar produtos hortícolas e frutas de cerca de 20 produtores locais em restaurantes e hotéis na zona da Grande Lisboa, Sintra e Zona Oeste. "É um complemento e há sinergias entre as empresas. A confraria comercializa mais de 200 produtos", afirma.

Contas feitas, o negócio da agricultura já pesa dez por cento na facturação da empresa que, o ano passado, teve receitas de 51,6 milhões de euros. 

"Temos ganho dinheiro com a agricultura. É um negócio com futuro", defende José Paulo Duarte, confessando que tem "paixão pela terra" e que gosta de "ver nascer coisas". "O país precisa de investir em produção. Já chega de investir em apartamentos", remata.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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Os 280 produtores de tomate do Ribatejo vão receber apoios comunitários mesmo que a produção não atinja os valores mínimos exigidos, disse aos jornalistas o presidente da Federação de Agricultores do Ribatejo, Amândio Freitas.

No final de uma reunião com o responsável da Direção Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP-LVT), Amândio Freitas anunciou que a direcção regional lhe garantiu que as declarações emitidas pela DRAP-LVT permitem aos produtores de tomate, afetados pelos prejuízos do mau tempo, continuarem a receber os apoios comunitários com base no histórico de produção mesmo que, neste ano, não consigam atingir a produção mínima de 60 toneladas por hectare, um requisito exigido pelo despacho normativo 25/2008.

Segundo Amândio Freitas, o mau tempo dos últimos meses impediu a plantação de centenas de hectares de tomate e, noutros casos, levou à destruição das plantações já efetuadas, prevendo-se prejuízos globais na ordem dos 25 milhões de euros.

fonte:lusa

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