Quinta-feira, 25.08.11

A agricultura na Ilha Dourada é desenvolvida em 134 explorações, numa superfície total de 309,3 hectares, 57,8 dos quais ocupados com o cultivo de vinha.

 

Alberto João Jardim presidiu, ontem, à cerimónia de assinatura de contratos de aluguer de terrenos para agricultura a seis produtores do Porto Santo, numa cerimónia realizada no Centro de Experimentação Agrícola, no Farrobo.
Momentos antes, o líder madeirense participou simbolicamente nas vindimas que decorreram naquela propriedade tutelada pelo Governo Regional e em que participaram oito turistas belgas e britânicos, em férias no Porto Santo.
A agricultura no Porto Santo é desenvolvida em 134 explorações, numa superfície total de 309,3 hectares, sendo que a vinha ocupa 57,8 hectares, sendo a restante produção hortícola em diversas culturas.
Ontem, através de seis contratos, a Direcção Regional de Administração Pública do Porto Santo procedeu à entrega de 14 mil metros quadrados de terrenos para a produção de hortícolas, uma área que segundo Alberto João Jardim deverá ser aumentada nos próximos anos.
Satisfeito por participar numa cerimónia de entrega de terrenos «a pessoas que querem continuar a trabalhar e a desenvolver a agricultura no Porto Santo», Jardim enalteceu a qualidade dos agricultores presentes. «São pessoas de reconhecido mérito e que em toda a sua vida gostaram de trabalhar e em quem o Governo deposita toda a confiança no sentido de o aproveitamento destes terrenos, por um lado, lhes permitir um maior sucesso empresarial e por outro lado, vir em função da economia do Porto Santo», salientou ainda.
O presidente do Governo Regional anunciou na oportunidade que a aposta do Executivo passa por adquirir mais terrenos. «Espero e falei já nisso com o director regional que nós possamos encontrar novos terrenos para poder distribuir a mais agricultores que estejam interessados e isto é uma política para ser continuada», revelou Jardim.
A finalizar, Jardim deixou um conselho aos agricultores: «Isto é para trabalhar. Não deixem vadios ir para lá perturbar o vosso trabalho». 
Em língua francesa e inglesa, o líder madeirense explicou depois aos turistas presentes as dificuldades impostas pelo clima à produção agrícola do Porto Santo e explicou um pouco do funcionamento do Centro de Experimentação Agrícola onde decorreu a vindima.
O director regional de Administração Pública do Porto Santo, Jocelino Velosa, destacou por seu turno que o centro agrícola tem cerca de 43 mil metros quadrados e é diariamente trabalhado por 12 funcionários. 

 

fonte:http://www.jornaldamadeira.pt/

tags:
publicado por adm às 11:37 | link do post | comentar | favorito

Há quem ache que dramatiza demasiado as situações e não são só os seus adversários. Mas ele apresenta provas de que não é assim. Lembra que pediu a declaração de calamidade para a agricultura da região três vezes e que duas vezes foi atendido. Explica que os que eram a favor da Política Agrícola Comum defendem agora as posições que ele defendia há vinte anos. Conta a história do governante de Santarém que o tratava informalmente por tu enquanto lhe fazia falsas promessas.

 

 

O senhor, enquanto dirigente de associações de agricultores tem tendência para dramatizar. Quando abre a boca já se sabe que vem lá tempestade. É uma espécie de arauto da desgraça?

A questão é de estilo, não é de conteúdo. Quando digo que uma situação é grave é porque ela é mesmo grave.

 

Mesmo em alturas em que a grande maioria dos dirigentes associativos se mostrava optimista o senhor aparecia com um discurso negativo.

Você nunca viu, nem a Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém, nem a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) a queimar a imagem de um ministro da Agricultura em público. Quem fez isso foram os que diziam bem e que estavam bem com o poder. Os que apoiavam a reforma da Política Agrícola Comum (PAC). A reforma da PAC para eles foi sempre boa. Só agora é que não presta. Vejo agora dirigentes associativos a dizerem coisas que eu já dizia há vinte anos quando eles batiam palmas. Foi pena a Comunicação Social não ter dado notícia de muitas dessas posições na altura. Agora fazem primeiras páginas e eu fico embasbacado.

O senhor anunciou a falência da agricultura tanta vez que alguma havia de acertar.

E está falida. Se há 15 anos havia noventa mil agricultores e agora há dez mil; se foram arrancadas vinhas e pomares; se a produção diminui em todas as culturas, o que é que isso significa? Nós alertámos desde o início. Parece que tudo aconteceu de ontem para hoje mas não é verdade. Foi acontecendo e ninguém ligou ao que dizíamos.

 

Tem ideia de quantas vezes pediu a declaração de calamidade pública para a agricultura ao longo destes anos? Uma dezena?

Não. De maneira nenhuma. Esta é a terceira vez. Com tantos anos de actividade fazer esse pedido três vezes não é nenhum exagero. E duas vezes foi decretada a situação de calamidade para a agricultura do Ribatejo, o que prova que tínhamos razão. Digo-lhe mais, a primeira vez que pedimos a declaração de calamidade pública, até ao nível das Associações ligadas à CNA havia quem considerasse que era um exagero.

 

Lá está.

O ministro da Agricultura estava de férias em Vilamoura e disse o mesmo. Que era exagerado. Mas três semanas depois interrompeu as férias e decretou a calamidade pública. Foi visitar o Campo de Vila Franca connosco com os botins calçados.

 

Não lhe pergunto quantas vezes esteve de acordo com a Política Agrícola porque, sendo do contra, esteve sempre contra.

Dentro da política agrícola não estamos contra tudo. Apoiámos algumas medidas. Mas há coisas que não podemos admitir. Ainda há pouco tempo, na Comissão Parlamentar de Agricultura eu disse que se mandasse alguma coisa em Bruxelas a primeira coisa que fazia era fazer um decreto estabelecendo que quem desse um tostão que fosse aos agricultores para não produzirem seria acusado da prática de um crime e tinha que responder em Tribunal.

 

Há muitos agricultores que não vão gostar de ouvir isso.

Acredito. São os que se andam a encher à pala disso. Só esses, porque os que produzem oitenta por cento do produto agrícola bruto não recebem quase nada. Só migalhas. Porque é que vieram tantos milhões para a agricultura e o sector está a definhar? Agora já toda a gente fala mas nós andámos anos e anos a pregar no deserto e a ser acusados, como disse há pouco, de sermos arautos da desgraça.

 

Quanto ganha como presidente da Federação de Agricultores?

Novecentos euros.

 

O senhor é agricultor? O que produz?

Sou viticultor. E durante 19 anos fiz tomate.

 

Tem terras suas?

Tenho pouca coisa mas tenho. Quando fiz tomate arrendei muita terra.

 

Quanto recebeu de subsídios enquanto agricultor ao longo da sua vida?

Nada. O tomate nunca teve subsídios se não agora. A vinha nunca teve. Os hortícolas também não. Os hortícolas nunca fizeram parte dos produtos beneficiados pela Comunidade. Isso era só para o leitinho, a carne e os cereais. Os grandes apoios sempre foram para as culturas que interessavam aos alemães, aos franceses, etc. Os do Norte da Europa recebem 6 e 7 vezes mais apoios que nós e para isso acontecer acabaram com os nossos produtos tradicionais. E depois querem uma concorrência leal e competitividade. A mim o que me espanta é ainda conseguirmos produzir alguma coisa.

 

 

Muitos casacos tem o senhor Rui Barreiro

 

 

Quantas vezes já esteve penhorada a sede da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém, onde nos encontramos, por dívidas às Finanças?

Duas vezes. E agora está penhorada outra vez, mas só o piso inferior. Já esteve em hasta pública duas vezes mas não houve ofertas.

 

Porque se arrasta esta situação?

Porque o Estado não nos paga o que deve desde 1999. É dinheiro relativo a cursos de Formação Profissional. São oitenta mil euros. Deve-nos muito mais mas são dívidas recentes. Geralmente a Formação Profissional é paga com um ano ou um ano e meio de atraso.

 

Para levantar as anteriores penhoras a Federação teve que pagar.

Pagámos para evitar que a sede fosse vendida por dez reis. De uma vez pagámos 35 mil euros, de outra 30 mil e de outra 17 mil. Pagámos nestes últimos sete anos milhares de euros às Finanças, relativos a coimas, juros de mora... mas o Estado deve-nos mais a nós do que nós ao Estado.

 

Quanto devem às Finanças nesta altura?

Cerca de 66 mil euros.

 

Tem esperança que o Estado pague?

Eu tive esperança que um senhor que passou pelo Governo deste país recentemente, que é nosso conterrâneo aqui de Santarém resolvesse o problema. O Eng.º Sevinate Pinto, resolveu parte do problema quando foi ministro da Agricultura. Depois dele sair tivemos uma reunião com o senhor secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, o tal nosso amigo Rui Barreiro e ficámos convencidos que ele iria resolver o resto. Na primeira reunião connosco ele até disse que era um absurdo e uma parvoíce o assunto ainda não estar resolvido.

 

Mudou de ideias?

No fim da reunião pediu-nos para escrevermos uma carta a oficializar o assunto. O pessoal que foi comigo até achou que ele tinha tido em conta o facto de ser de Santarém e me conhecer há muitos anos.

 

Escreveram a carta?

Escrevemos. Precisávamos da resposta dele a dizer que estava tudo encaminhado, para apresentarmos nas Finanças uma vez que estávamos penhorados mais uma vez.

 

E ele respondeu?

Nem àquela nem a muitas outras cartas que lhe fomos escrevendo. Um dia estive com ele no Governo Civil de Santarém. Pedi-lhe desculpa por estar a abusar e perguntei-lhe se lhe podia entregar uma carta e as cópias de todas as outras que já lhe tinha escrito antes. ‘Eh pá, nunca recebi nada!’, disse-me. Ele tratava-me por tu e eu por senhor secretário de Estado e por senhor, como era meu dever. Meteu a carta no bolso e foi até hoje.

 

Nunca mais lhe escreveu?

Escrevi-lhe mais uma vez quando faltavam 15 dias para as eleições. Disse-lhe que ele devia ter muitos casacos e que as cartas iam ficando nos bolsos dos que ele deixava de usar e que talvez fosse por isso que nunca nos respondia. Mas também lhe disse que acreditava mais que ele nos ignorava porque nós defendemos a agricultura familiar e o mundo rural, coisa que pessoas como ele defendem nas campanhas eleitorais mas das quais se esquecem logo que são eleitos.

 

A Federação queria que o secretário de Estado resolvesse o assunto só por ser de Santarém?

Queria que nos fosse feita justiça. Ele não teve tempo para fazer um acerto de contas com a nossa organização embora tivesse em seu poder toda a documentação necessária na sua posse para o fazer. Tenho ali um ofício do secretário de Estado anterior, com o número do processo, o montante da dívida e tudo, em que ele diz que não nos pode pagar porque nós devemos às Finanças.

 

Isso é kafkiano.

Pois é. Para recebermos precisamos confirmar que não devemos nada às Finanças mas nós devemos às Finanças porque o Ministério da Agricultura não nos paga.

 

Como é que esta história começou, afinal?

Esta situação diz respeito ao Quadro Comunitário de Apoio de 1999. Com a mudança de QCA, demorou três ou quatro anos para haver dinheiro para nos pagar. É sempre assim, as dívidas de um QCA só são pagas quando vem dinheiro do seguinte. No dia em que o dinheiro chegou eu soube e telefonei para o IFADAP, entidade que tratava daqueles assuntos na altura. Perguntei porque não transferiam o dinheiro.

 

E qual foi a resposta?

Ao fim de uns dias telefonaram a pedir documentos que confirmassem que não devíamos nada às Finanças ou à Segurança Social. Foi apenas uma manobra. Eles tinham com eles documentos que atestavam isso e cujo prazo de validade só acabava três semanas depois.

 

Porque não apresentaram novos documentos?

Lá está. Porque entretanto, devido ao atraso nos pagamentos, já estávamos outra vez em dívida com as Finanças. O dr. Branco, que estava à frente do IFADAP e que sabia que o dossier estava fechado, encontrava-se de férias e eu não o quis incomodar. Quando regressou já tinham passado os prazos e ele não podia fazer nada. O que é certo é que temos provas que quando o dinheiro veio eles tinham toda a documentação necessária para nos pagar. Isto um dia tem que ser contado.

 

Já está a ser contado.

Esta casa tem andado a substituir o Estado no capítulo da formação e o Estado leva-nos à falência porque não paga. Infelizmente não é só connosco mas é uma anormalidade. O mais grave é sabermos que o Estado não tem dinheiro para nos pagar o que deve mas tem dinheiro para dar a outras organizações pela porta do cavalo. Para alugar instalações a preços altos para não sei o quê...(alusão às instalações do CNEMA alugadas na altura em que Rui Barreiro foi secretário de Estado das florestas para instalar os serviços florestais e de veterinária). Foi O MIRANTE que denunciou isso.

 

 

“Se algum dia me virem sem bigode podem escrever que o Estado já nos pagou”

 

 

O problema da dívida da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém às Finanças pode vir a ter consequências para os dirigentes daquela organização, a começar pelo próprio Amândio de Freitas. “Se eles chegarem a vender todo o património da Federação, coisa que eu espero nunca venha a acontecer, a bem da justiça, vendem ao desbarato e se não conseguirem o total que está em dívida avançam para o meu património”. A solução é conseguir que o Estado, que deve mais à Federação do que esta às Finanças, faça uma espécie de “acerto de contas”.

Embora tenha um espírito optimista, o dirigente associativo até já fez uma promessa que acabou por revelar no decorrer da entrevista quando lhe perguntámos se alguma vez iria cortar o bigode. “Quando me virem sem bigode podem escrever que o Ministério da Agricultura pagou a dívida à Federação. Nem precisam de me telefonar a confirmar. Até agora só tinha dito isto à minha mulher. Uso bigode desde os 19 anos quando fui para a tropa e nunca o cortei nestes 40 anos”.

 

Uma costela germânica e um coração bem vermelho

 

Tem uma voz trovejante e embora tenha perdido muito peso nos últimos dois anos, mantém um porte físico respeitável. Amândio Braulino de Freitas, 60 anos de idade, foi um dos fundadores, em 1978, da Federação de Agricultores do Distrito de Santarém e é seu presidente desde essa altura.

Apesar de nem sempre ser levado a sério dada a sua tendência para dramatizar as situações, sabe do que fala e na actual situação começam a fazer sentido muitos dos alertas que lançou, ao longo das últimas duas décadas, sobre a destruição da agricultura que estava a ser levada a cabo.

Nasceu na rua Marquês de Tancos em Benfica do Ribatejo, filho de uma família de agricultores. Fez a escola primária e começou a trabalhar com o pai, João Freitas, na agricultura aos 13 anos. Do progenitor herdou a capacidade de trabalho. Da parte da mãe, Henriqueta Lucas Braulino, o temperamento arrebatado. Diz que os Braulinos têm sangue germânico. “São descendentes de um conde alemão que se estabeleceu na zona”.

Quando era adolescente jogava futebol e acreditava que iria suceder ao mítico guarda-redes Costa Pereira, na baliza do Benfica. Chegou a ter uma oportunidade de ir mostrar os seus dotes ao clube da Águia mas o pai cortou-lhe as asas. Para se libertar da aldeia e conhecer mundo alistou-se como voluntário nos pára-quedistas aos 19 anos.

Em Angola, corria o ano de 1972, brilhou como guarda-redes de uma selecção das forças armadas. E foi em Angola que o capitão Lousada, seu comandante, lhe explicou o que era a guerra colonial ao perguntar-lhe se achava que o local onde estava poderia ser terra portuguesa se ficava em África e os naturais eram negros. “Esta é a guerra do capital, explicou-me ele. E a partir daí comecei a ver as coisas de outra forma. Descobri que o inimigo éramos nós”, confessa.

Foi presidente da Junta de Freguesia de Benfica do Ribatejo, durante três mandatos , dois dos quais seguidos, eleito pela CDU numa terra tradicionalmente socialista. Em 2009 recandidatou-se mas foi derrotado. Sofreu outro desaire quando tentou fundar uma Federação Nacional de Produtores de Tomate. Diz que a iniciativa foi barrada pelos industriais. Apesar disso criou uma denominada Associação Nacional de Produtores de Tomate que tem existência legal mas reduzida representatividade.

Diz com orgulho que em casa são todos adeptos do Benfica e militantes do Partido Comunista Português e garante que nunca falhou uma festa do “Avante”. Nem ele nem ninguém. Tem dois netos, de 15 e 8 anos de idade e uma neta com 2 que nunca falharam a festa. O filho Luís também não. O filho não foi para agricultor mas quando era miúdo e andava a ajudar o avô materno chegou a dar-lhe esperanças de lhe seguir as pisadas. Mas foi por breves segundos. “Um dia virou-se para o meu sogro e disse-lhe que não se preocupasse que quando fosse grande iria tratar da terra. Tinha 13 anos e começou logo a explicar como iria fazer. ‘Ali vai ficar uma pista de moto-cross’. Ainda hoje o meu sogro fala naquilo”.

 

fonte:http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=46934&idSeccao=544&Action=noticia

tags:
publicado por adm às 11:36 | link do post | comentar | favorito
Sábado, 20.08.11

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, admitiu hoje preocupação perante a quebra na produção nacional de cereais, garantindo que o governo está "totalmente empenhado em aumentar a produção".

"Nós já tínhamos noção de que de facto os sinais apontavam para uma quebra muito grande e obviamente é sinal de preocupação para o governo, mas vamos acompanhar e analisar e depois oportunamente alguma coisa que haja a comunicar será dita", disse Assunção Cristas à margem da cerimónia de abertura da 32.ª edição da Agrival em Penafiel.

A ministra reagia assim à informação do Instituto Nacional de Estatística que na quinta-feira alertou para uma produção de cereais abaixo das 180 mil toneladas, atingindo "mais um mínimo histórico", devido à diminuição da área semeada e da produtividade originada pelas condições climatéricas.

fonte:Lusa

tags:
publicado por adm às 22:14 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 18.08.11

A Associação de Produtores de Leite de Portugal apelou hoje ao Governo para que não aumente o IVA nos alimentos já que isso diminuirá o consumo e aumentará a pressão do comércio para que os fornecedores façam descontos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) disse que o aumento do IVA nos alimentos, em vez de ajudar à "luta" dos produtores, só vai agravar a situação.

"Se aumentar [o IVA], ou as pessoas vão consumir menos ou então vai acontecer como no passado, vai haver uma pressão das grandes superfícies para manter o preço de venda ao consumidor. Isso só é possível reduzindo o preço de compra e vai repercutir-se no preço de compra aos produtores", adiantou Carlos Neves.

fonte:LUSA

publicado por adm às 13:54 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 17.08.11

A ministra da Agricultura afirmou hoje que o Governo pretende desbloquear até ao final do ano mais verbas que assegurem a comparticipação nacional para pagamentos no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

"Até ao final do ano precisamos de desbloquear mais verbas e vamos continuar a trabalhar para encontrar os montantes para que não haja projectos já em curso, aprovados e com contrato, que possam ficar sem as verbas correspondentes", referiu esta manhã Assunção Cristas durante uma visita a uma exploração em Vila Franca de Xira.

A exploração agrícola HortoGlória é uma das cerca de quatro mil unidades nacionais que tinha apresentado candidatura e que estava com vários meses de atraso na recuperação da comparticipação nacional.

Assunção Cristas adiantou que foi possível, "ao fim de um mês e meio, desbloquear uma verba relevante de 25 milhões de euros para fazer todos os pagamentos em atraso do PRODER".

"Foi preciso ver onde estavam as verbas desaproveitadas e alocadas a este projecto do PRODER", explicou.

Tal como a Lusa noticiou na terça-feira, os pagamentos do PRODER em dívida vão ser efectuados em breve, uma vez que o Governo desbloqueou a contribuição nacional de 25 milhões de euros necessária para receber 75 milhões de euros de apoio comunitário.

Fonte do ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, disse à Lusa na terça-feira que o Governo tinha conseguido libertar as verbas nacionais para os pagamentos do PRODER, um passo indispensável para serem desbloqueados os apoios financeiros comunitários para o sector, num montante global de 100 milhões de euros.

Hoje, a ministra assegurou que "o Governo está totalmente empenhado em fazer todos os pagamentos em atraso e conseguir sempre as verbas", acrescentando que não se trata de despesa pública, mas "um investimento na agricultura e no crescimento do país".

Para Linda Caneira, proprietária da exploração com 160 hectares e que produz anualmente cerca de 100 toneladas de tomate, este desbloqueamento das verbas "foi uma boa notícia" que "veio na altura certa".

"A necessidade do dinheiro a todo o momento e quatro meses de espera já era sufocante", afirmou a jovem empresária.

As verbas a receber vão servir para "tapar muita coisa e fazer face a investimentos que fizemos e estamos à espera do dinheiro para poder avançar".

O projecto foi apresentado em 2009 e contemplava um investimento de 800 mil euros para modernização e capacitação da exploração agrícola.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 22:25 | link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 16.08.11

Os pagamentos do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) em dívida vão ser efectuados em breve, uma vez que o Governo desbloqueou a contribuição nacional de 25 milhões de euros necessária para receber 75 milhões de euros de apoio comunitário.

 

Fonte do ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território disse à Lusa que o Governo conseguiu a libertação das verbas nacionais para pagamentos do PRODER, um passo indispensável para serem desbloqueados os apoios financeiros comunitários para o sector, num montante global de 100 milhões de euros. 

Com este valor, segundo a mesma fonte, “ficam assegurados, de imediato, os pagamentos em dívida aos beneficiários de todos os projectos do PRODER, incluindo modernização das explorações, todas as instalações de jovens agricultores, regadio do Alqueva e Eixo 3. Este pagamento vai ao encontro do esforço de investimento do sector, adiantou a mesma fonte, realçando que “grande parte dos pagamentos tem um retorno fiscal para o Orçamento do Estado, através da cobrança de IVA no investimento, bem como aumento de receitas de IRC, TSU e IRS”. 

No final de Julho, numa audição na Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República, a ministra da Agricultura assegurou que o Governo estava a fazer tudo para alocar mais 50 milhões de euros para garantir o aumento da comparticipação nacional no PRODER, para que não haja atrasos nos pagamentos aos agricultores e penalização por parte de Bruxelas por devolução de fundos. 

“Estamos a trabalhar, em conjunto com o Ministério das Finanças para que isso seja uma realidade a muito breve trecho, mas só nessa altura o direi”, disse então Assunção Cristas, adiantando que estar a trabalhar para que “não haja mais atrasos” e que até ao final do ano não ocorram mais situações de falta de dinheiro no PRODER. 

fonte:http://economia.publico.pt

publicado por adm às 19:52 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 03.08.11

O Estado deve sete meses de bonificações de juros aos agricultores que concorreram a linhas de crédito de desendividamento mas que, devido aos atrasos, estão com a situação financeira agravada, denunciou hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

“O Estado não está a pagar a bonificação dos juros desde janeiro” relativos a linhas de crédito de desendividamento, afirmou João Machado, presidente da CAP.

O dirigente agrícola explicou que o Ministério da Agricultura abriu linhas de crédito destinadas a desendividar os agricultores, assegurando parte da bonificação dos juros, e desde o início do ano, em vez de os agricultores melhorarem a sua situação financeira, estão a agravá-la.

“Como as bonificações dos juros não estão a ser pagas aos agricultores, eles estão a pagar o que lhes compete e o que compete ao Estado, o que está a trazer graves problemas financeiros e há empresas com grandes dificuldades de tesouraria”, sustentou.

João Machado adiantou que já expôs o problema à atual ministra da Agricultura, Assunção Cristas. 

“No ministério dão a resposta dizendo que há problemas em disponibilizar verbas do Orçamento do Estado, mas que estão a tentar resolver e que vão fazer pagamentos ainda em agosto”, disse.

Uma comitiva de agricultores vai hoje sensibilizar Assunção Cristas, durante a sua deslocação ao Bombarral para inaugurar o Festival do vinho e da Pêra Rocha, que decorre na Mata Municipal da vila até domingo.

fonte:Diário Digital / Lusa 

publicado por adm às 22:28 | link do post | comentar | favorito
pesquisar neste blog
 
links
subscrever feeds